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Incorporadora Gamaro queria quebrar as barreiras entre as diversas áreas da empresa e integrar as lideranças

Vinicius Deleo Amato, diretor de incorporações da Gamaro: “Quando vemos o outro como ele é, suas fragilidades, interpretamos suas ações de outra forma. Humaniza.”

 

A Gamaro tinha um desafio: desejávamos desenvolver um espírito de unidade entre as equipes. Queríamos que as pessoas e seus times estivessem mais juntos e, ao mesmo tempo, mais soltos no trato uns com os outros. Em resumo: mais grupo e menos pequenos feudos isolados, que é como a maior parte das empresas opera. A Gamaro não era exceção a essa regra, embora algumas áreas da empresa já estivessem praticando um pouco desse espírito de colaboração.

 

O fato é que muitas pessoas em cargos de liderança da empresa, eu incluído, às vezes éramos muito duros com outros profissionais, fossem subordinados ou pares. E isso criava cicatrizes, alimentava reações no futuro e criavam situações em que todos perdíamos. Como eu disse, nada disso foge do que é considerado normal no universo corporativo: business as usual. Mas queríamos ir além.

 

Foi então que me lembrei de outra ocasião em que fomos além. Num dos nossos lançamentos imobiliários de 2017, queríamos fazer algo considerado impossível: aproximar os corretores das diversas imobiliárias envolvidas nas vendas, que por definição são concorrentes, para que colaborassem entre si.

 

Para esse desafio, chamei o Be Project, da Marcia Mello, para nos ajudar, que propôs uma série de vivências para os corretores. Quando as vendas começaram, o resultado foi excepcional. O trabalho proporcionou condições para que eles colaborassem de fato, ao ponto de um corretor fechar o negócio para o outro, de outra imobiliária, que tinha um compromisso e não estava ali na hora para concluir uma venda que ele havia iniciado. Uma das vivências foi realizada pelo Rodrigo Vergara, da RIA, e eu tinha participado e gostado muito.

 

Quando chamei a Marcia para o desafio com as lideranças e ela sugeriu o Rodrigo, eu já tinha uma ideia do que iríamos fazer. Mas estava apreensivo: éramos 24 pessoas e boa parte delas nunca haviam tido experiências em que fossem chamadas a se expressar pessoalmente, como aquela.

 

Eu já tinha feito algumas vivências. Sei que, para processos como esse trazerem resultados, a gente tem que se jogar. Mas ali era um ambiente corporativo, em que as pessoas vão se ver no dia seguinte, no outro e no outro. É diferente de uma vivência ou um leader training em que ninguém se conhece e nunca mais vai se encontrar.

Minha primeira impressão foi de alívio, ao ver o Rodrigo Vergara e a Marcia Mello chegarem de forma tranquila e despojada, se apresentando de uma maneira humana e horizontal. Foi assim, suavemente, que a vivência começou.

 

Sem que eu me desse conta, as pessoas foram se soltando, a coisa foi acontecendo. Eu nem sabia por onde, foi meio saindo pelos poros. Foi quase como se estivéssemos em transe. E aconteceu muita coisa naquelas três horas em que passamos juntos.

 

Vi, por exemplo, lideranças da empresa voluntariamente abrirem a própria guarda e mostrarem suas emoções diante de todos. Vi pessoas que nunca se misturaram com o resto do grupo se soltarem e quebrarem a casca que tinham construído, colocando-se como se fôssemos todos iguais, percebendo que estamos todos juntos. Era exatamente o resultado que eu esperava com a vivência, a diferença é que chegamos lá não pela razão, mas pela experiência, em relação uns com os outros. Acho que todos sentimos na pele um pouco dessa troca. Saímos de lá com um forte sentimento de “nós”. Não tem divisão.

 

Pessoalmente, foi uma oportunidade de enxergar as pessoas de uma outra forma, como se elas estivessem despidas dos seus papéis, das couraças. Pude vê-las como elas eram, em vez de enxergá-las a partir das ações que elas praticavam na empresa, da sua atuação profissional. E quando vemos a pessoa como ela é, suas fragilidades, interpretamos suas ações de outra forma. Percebemos que elas têm motivações e limitações como as nossas: insegurança, medo, culpa, vergonha. Deixamos de ver suas ações como fruto de má fé ou incompetência. Humaniza, porque todo mundo tem limitações.

 

Eu resumiria assim: é uma vivência em que você enxerga a pessoa como pessoa, não como profissional. Para mim e para minha equipe, essa mudança de perspectiva ampliou nossa visão para as relações, tornou mais agradável o ambiente de trabalho e teve impacto positivo nos resultados. No que precisar da minha ajuda para divulgar esse trabalho, podem contar comigo.

Ficou interessado em proporcionar essa experiência para sua equipe ou organização?
Entre em contato com a gente. 

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