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O reencontro com a leveza ajudou Rogério Silva a retomar a produção artística e um romance há muito tempo engavetado

 

Rogério Silva: “Faltava em mim um campo de sorriso e brincadeira, de pensar com o corpo, de perder o controle e de aprender com o jogo e a brincadeira”

 

Ingressei no programa Brincar de Crescer em busca de um espaço para revisitar minha atuação profissional. Ingressei em busca de improviso, sorrisos e alguma diversão, para reduzir o constante peso e um tanto da seriedade com a qual encaro as coisas. Talvez todas as coisas.

Concedi um tempo para estar em um grupo de pessoas que eu não conhecia e para conhecer um método de trabalho que eu experimentara apenas em “teoria”. Se em outros momentos eu havia experimentado o Teatro do Oprimido e o Teatro da Presença, a meditação e uma série de atividades musicais e plásticas em processos de desenvolvimento de grupo, em mim faltava nitidamente um campo de sorriso e brincadeira, de pensar com o corpo, de perder o controle e de aprender com o jogo e a brincadeira, justamente o que o programa nos propunha.

Entrei com cuidado e confiança na proposta, e ela se mostrou vigorosa ao longo das oito semanas. Um vigor que aparecia no convite a diversos jogos cooperativos, nas micro cenas teatrais improvisadas, nos espaços de partilha entre os participantes e na firmeza com a qual Rodrigo e Markus sustentaram um contêiner no qual estivéssemos seguros para ser e estar, na intensidade de nossas incertezas, limites, idiossincrasias e descobertas.

Brinquei como nunca. Ou como há tempos não o fazia. E nas brincadeiras eu pude simplesmente estar com a leveza que nos era invocada, mas também com os limites que cada um (com sua história) impunha a si mesmo. Dessa tensão extraí boas reflexões e aprendizagens.

Quando me vi a propor cenas com forte conteúdo social, nas quais o brincar se transformava em tragédia, e nas quais havia pouco espaço para sorrir, me dei conta de para onde eu me dirigia. Lá estava o rapaz sério e comprometido de sempre, a subverter o espírito do sorriso. Me foi uma bigorna, ou ao menos uma grande ficha a cair garganta abaixo.

Ao longo das semanas, atento ao constante convite feito pelos facilitadores para que disséssemos “sim” para as chances, as ofertas, os convites, as oportunidades e os Outros, pude fazer mais alguns deslocamentos, dizendo “sim” para mim mesmo, num tipo de diluição das firmes amarras superegóicas que conheço de longa data.

E foi assim que me arrisquei nas letras, tendo voltado a produzir poesias, relançado meu blog, o letrafora.com, e retomado um projeto de um “romance familiar” que cultivo faz algum tempo e ao qual finalmente dei início.

O programa me apoiou e inspirou. E o fez com simplicidade, abrindo-se como um campo de práticas, observações, escutas e variações. Sigo agora interessado em cultivar o espaço e incentivo outros a o fazerem também. Na última roda de conversa que fechou o curso, de uma colega escutei que “onde há julgamento, não há criança, não há brincar”. A frase, que me pareceu bela e inspiradora, me marcou profundamente como um sujeito dedicado a planos e avaliações. Um sujeito agora mais interessado em crescer e ajudar a crescer, um sujeito interessado em brincar.

Ficou interessado em fazer essa jornada de desenvolvimento também? Então venha participar do Brincar de Crescer. Um programa voltado ao desenvolvimento da Espontaneidade e da Criatividade. 

 

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