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Aprendi uma nova convicção para a vida

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A executiva Valeria Grossman fala sobre os três ensinamentos que nortearam suas escolhas ao longo dos anos e compartilha seu novo mantra para a vida

 

 

Valeria Grossman: "A cada mudança de rumo que a vida me proporciona, as 3 verdades que aprendi continuam sendo úteis e me surpreendendo.
Esse é um dos milagres da vida."

 

Ao longo da jornada destes 54 anos de minha vida, aprendi que muitas convicções vêm e vão. Poucas ficam. No meu caso, até este ano, haviam ficado três convicções, garimpadas ao longo desses anos, que me ajudam a nortear minha forma de ver e de me relacionar com a vida e com as pessoas.

 

A primeira diz que “Tudo é pré-requisito”.

 

E não é que é mesmo? Aprendi essa verdade com o Seiji, uma espécie de guru espiritual que coordenava um grupo de estudos do qual eu fazia parte. De fato, constatei que, para cada nova experiência de vida, empresto o conhecimento aprendido em outra situação já vivida, e assim sucessivamente.

 

As outras duas verdades que me acompanham na vida eu aprendi com o meu amigo Tonico. Em alguma das nossas inúmeras conversas ele soltou essas duas afirmações que me guiam, trazendo a tranquilidade de saber que não temos o controle das coisas, porque tudo está em constante movimento e mutação. Essa consciência trouxe uma aceitação tranquila dos rumos que a vida toma.

 

Uma delas é: “Quando a gente acha que sabe a resposta, vem a vida e muda a pergunta”. Me ajuda a lembrar que é preciso estar o tempo todo atento ao que me motiva, ao que me inquieta, e que nenhuma resposta serve para sempre.

 

A outra convicção que Tonico me transmitiu diz que “a vida é um eterno vir a ser”, ou seja, um fluxo constante que se transforma o tempo todo.

Continuo me surpreendendo com essas verdades a cada mudança de rumo que o destino me apresenta. Acho que esse é um dos milagres da vida.

 

E então, depois de alguns anos sem incorporar nenhuma outra grande convicção ao meu repertório, e com uma vontade enorme de viver algo novo que me reconectasse, encontrei o programa Brincar de Crescer.

 

Foi como um chamado, que me levou a conhecer o improviso e, de quebra, me apresentou uma nova convicção, ainda um tanto nova para mim, mas que veio com aquele gostinho que eu conheço: essa é para a vida toda.

Desde o primeiro encontro (ao todo foram 8), senti que ali havia algo único e muito enriquecedor. Brincando, exploramos novas possibilidades e expandimos a consciência de uma forma leve e profunda.

 

Quanta risada e quanta verdade juntas. No improviso, nada existe sem o outro. Cada brincadeira abre um mar de possibilidades, que levam a novos caminhos, driblam padrões e convidam a uma profunda reflexão. Aprender brincando é demais!

Foi uma delícia reencontrar verdades adormecidas, defrontar-me com novas perspectivas e reviver aquela sensação gostosa de que ainda tenho muito que aprender.

 

Aos poucos, aquela frase apresentada na primeira vivência foi ganhando o status de uma grande verdade e se consolidando como uma convicção. Na verdade, ela veio como sendo a única regra, o único combinado a ser respeitado ao longo do programa. E a frase, tão simples, era "Sim, e".

 

"Sim, e" tem dois significados. A primeira parte, o "Sim", significa aceitar o que vem do outro, acolher a contribuição única dele, abrir-se para a verdade muitas vezes nova e desafiadora que o outro traz. Implica confiar na capacidade do outro, em sua visão de mundo diferente da minha. O "e" dessa pequena frase chama para contribuir sobre o que foi aceito. Significa não apenas aceitar da boca para fora, mas de fato construir sobre o que o outro oferece, em prol de algo maior. Juntas, essas duas mensagens mudaram a forma como vejo o que me inspira e o que me repele nas relações.

 

Vejo o “Sinhê” (o apelido carinhoso que nossa turma deu à regra) como uma postura de vida, que se contrapõe ao “não" e à sua forma mais sutil, mas igualmente restrita, o "sim, mas”. Para mim, o "Sim, e" representa uma forma totalmente diferente de me relacionar, porque propõe crescermos juntos, escutando uns aos outros com atenção constante, o que gera um ambiente maravilhoso e libertador. Já a outra postura nos coloca na armadilha do ego.

 

Espero contagiar as pessoas com essa nova consciência para viver em um mundo mais cooperativo e construtivo. Desde que conheci o "sim", constato como o "não" espalha angústia por onde passa. E percebi que a postura de abertura funciona como um antídoto para não ser contaminada por um sentimento de menos valia que o "não" provoca.

Que muitos outros programas aconteçam. Estou contando os dias para fazer outro.

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