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A artista plástica AnaLu Araújo aprendeu a ter coragem de colocar no mundo as proprias ideias, mesmo aquelas que parecem absurdas

 

 

AnaLu Araújo: "Aprendi a escutar, a prestar atenção no que está acontecendo, antes de agir. E, ao mesmo tempo, tenho mais coragem para fazer o que quero"

 

Caí no programa Brincar de Crescer meio que por acaso. Até então, nunca tinha ouvido falar em psicodrama, essa técnica que o pessoal da RIA utiliza nas vivências, ao lado da improvisação teatral. Mas a coisa me pegou logo na primeira sessão. Tive um choque silencioso e senti necessidade de saber mais. O que era aquilo, o que tinha acontecido?

Entendi que ali havia mais do que exercícios teatrais, jogos criativos e técnicas de improviso. Senti que estava entrando num labirinto para entender como me relaciono com os outros. Como cada ação minha afeta a reação do outro. O quanto sou ator/atriz na minha vida. E do que preciso para ter mais clareza e transparência nas minhas relações. Sobretudo na relação comigo mesma.

 

E as coisas aconteciam com rapidez e diversão. As sessōes de jogos me envolveram com atos, palavras, memórias, prontidão, jogos corporais, criação e desenvolvimento de ideias. Eu gostei especialmente dos jogos randômicos e com palavras, que foram incríveis.

 

É meio viciante, porque percebemos quando o negócio vai ficando bom e queremos mais. Nos jogos em que eu achei que me saí bem, era como uma risada que reverberava por um tempo no meu corpo. E, nos dias que eu estava super cansada e amuada, eu chegava na aula e era como um desabafo, um descarrego. Teve também muitos momentos cômicos. Isso tudo dava um alívio na vida cotidiana.

 

Acredito que uma das coisas mais valiosas que aprendi foi a escutar, a prestar atenção no que está acontecendo, antes de agir. E, por outro lado, aprendi a me jogar com mais facilidade. Um dia na aula de yoga um colega pulou para cima de mim, de brincadeira, como se fosse um bicho, e olhava como que esperando como eu ia reagir. Eu encarnei outro animal, mais selvagem e perigoso ainda. Fiquei feliz de ter entrado no jogo.

Outra situação que se abriu foi nas brincadeiras com meu filho. Com 3 anos, ele vive um mundo só dele. Ele imagina coisas na frente dele e vai criando com o inexistente. Antes, eu só olhava, admirada. Agora eu crio histórias sem fim com ele, as mais fantasiosas e cheias de detalhes.

 

Aprendi a imaginar tudo o que pode ser, sem limites. Me acostumei a aceitar as propostas dos outros e mesmo as minhas propostas mais absurdas, que antes eu concebia e pensava: "ah, deixa para lá".

 

É uma técnica valiosa que tenho agora, e a cada dia ressoa nas minhas escolhas.

Ria!!!

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