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Aprendi a equilibrar a responsabilidade com a leveza

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Como mãe, Luciana Sato deixou de ser apenas a educadora durona. Como executiva de marketing, passou a ouvir mais as opiniões dos outros

 

Luciana Sato com o filho Vitor: "De repente eu me vi brincando com ele, sem hierarquia, apenas pela diversão. Fazia tempo que eu não tinha uma conexão tão forte com meu filho"

 

 

Descobri a improvisação por meio de um depoimento de vida publicado pelo Rodrigo Vergara, amigo de longa data, com quem trabalhei tanto na editora Abril quanto na Natura. Interessada nos benefícios que ele relatava ter conquistado com a improvisação, entrei em contato. Eu achava que a RIA trabalhava mais para empresas, mas eu queria algo para mim, pessoa física. Naquele momento, eles haviam interrompido uma longa sequência de workshops para pessoas, mas o Rodrigo se dispôs a criar uma vivência para eu poder conhecer a improvisação.

 

A experiência foi tão incrível que todo o grupo, basicamente amigos dele convidados apenas para aquela degustação, quis continuar. Então o Rodrigo criou o programa Brincar de Crescer, para dar conta da nossa vontade! Para mim, foi como iniciar um novo capítulo da minha vida.

 

Treinar improvisação com a RIA me ajudou a ver que eu posso levar a vida com mais leveza. Um dos momentos mais marcantes dessa descoberta ocorreu durante um jogo em que cada um, na sua vez de jogar, podia escolher entre diferentes comandos, o que dava diferentes resultados e propiciava muitos erros.

 

Ali ficou claro para mim algo óbvio, mas que na vivência eu compreendi com o coração: todo mundo erra. Mesmo os líderes, mesmo os mais experientes erram. Mesmo atentos podemos errar. Mesmo com regras simples. Ainda sobre os erros, percebi como é importante acolher os erros dos outros. E com essas conclusões, de repente, os erros deixaram de ter a carga de culpa que sempre tiveram na minha vida. Em vez disso, eles passaram a ser um dos caminhos para o aprendizado. E isso mudou muito o peso do dia-a-dia na vida.

 

Esses insights tiveram reflexos na minha vida pessoal e profissional. Na educação dos meus filhos, por exemplo, eu sempre tentei ser a mãe educadora. Com esse espírito leve que nasceu em mim depois do programa, me dei conta de que eu podia brincar com as crianças! Sem tanta hierarquia. Tive esse clique num dia em que fui para a praia com meu filho Vitor. Me vi brincando com ele de várias coisas, inclusive de um jogo que nem foi no programa que eu aprendi, era da minha infância, e foi muito legal. Ele soltou a criatividade e a gente se conectou. Fazia tempo que eu não tinha uma conexão tão divertida com meu filho.

 

Outro insight foi perceber que eu posso dar a vez para o outro e usar a regra do "sim, e", em vez de "não, mas". Toda vez que eu consigo acolher a intenção do outro e construir em cima, dá uma perspectiva muito acolhedora. A pessoa sente que foi considerada e o resultado é muito melhor.

 

Isso mudou muito minha relação com as pessoas no trabalho. Nas conversas com meu time, eu fico me monitorando para praticar o "sim" quando alguma pessoa dá sugestões. E eu tenho tentado estimular essa mesma postura nas pessoas.

E, para arrematar, o clima do programa foi tão bacana e a gente se solta tanto nas atividades que os vínculos entre os participantes ficam muito fortes. Fiz amizades ali que eu quero carregar para a vida. E, de fato, alguns relacionamentos que eu construí ali continuaram depois.

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