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Sintonizei com o timing da vida

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O designer Barão Di Sarno sempre soube que oportunidades surgem
e somem num piscar de olhos. Antes, ele gelava. Agora, respira e se joga

 

Barão Di Sarno: "Sabe aquela coisa de ficar pensando: 'Puxa, eu devia ter feito isso ou aquilo'? Agora, muitas vezes, eu me jogo antes de pensar. E isso é ótimo."

 

Por Barão Di Sarno

Sabe aquele enorme "VAI!" que fica cotidianamente soterrado dentro da gente, afogado nos medos, nos julgamentos, na mania de se encaixotar e limitar nossas possibilidades?

Sabe aquela parte do eu que está fora da zona de segurança e a gente tem medo de ir até lá para acessar, para desfrutar, para ser?

Então... eu sempre olhei para ele de longe. Mas recentemente aprendi a desapertar o cinto de segurança imaginário que me prendia e a permanecer mais atento àquele momento crucial em que a vida fala "Vai". Em vez de gelar, aprendi a, simplesmente, obedecer.

É uma curtição enorme poder ir, saber que sobrevivo. E ver outras pessoas se jogando junto.

Aprendi a perceber melhor o timing da vida, aqueles momentos preciosos em que não dá tempo de fazer uma avaliação analítica antes de agir.

Com os instrumentos de percepção afinados, com presença, com acolhimento de si e dos outros, comecei a ouvir direito e a obedecer: VAI!!!!

Tem alguns casos simples que servem de exemplo, uns momentos específicos em que a vida me chamou na chincha e eu me senti pronto a agir em vez de recuar.

No Carnaval de 2017, por exemplo, eu saí fantasiado de Doria Cinza (em uma alusão ao prefeito de São Paulo, João Dória, que havia mandado pintar de cinza um museu a céu aberto de grafites). Em tese, já era uma exposição suficiente. Eis que os caras do bloco em que eu estava curtindo, o Água Preta, me chamaram para fazer pronunciamento no microfone, como prefeito cinza.

Antes, minha primeira reação seria recuar, porque eu não tinha preparado nada. Mas resolvi encarar e foi aquele tiro no escuro, como eu treinei nas muitas vivências que fiz com a RIA. Não sabia o que ia acontecer.

E aí eu fui falando, muito atento. Umas pessoas por perto foram fazendo comentários que eu pesquei como dicas, fui aproveitando e falando, e deu super certo, todo mundo se divertiu, inclusive eu.

Outra ocasião foi no espetáculo de dança que uma amiga produziu. No meio do show, ela resolveu me chamar no palco para eu participar. O desafio que ela me deu tinha a ver com falar um nome inventado na hora e fingir uma ligação para um número de telefone.

Normalmente, eu ficaria todo "sem-gração" porque fui pego de surpresa, não tinha preparado nada. Mas não. Aceitei o desafio, subi, falei, criei um personagem chamado Astrogildo, e assim foi.

Tenho a sensação que estou mais presente para bancar o tiro no escuro, para aproveitar a chance quando ela aparece. Sabe aquela coisa de ficar pensando: "puxa, eu devia ter feito isso ou aquilo"? Agora, muitas vezes, eu me jogo antes de pensar. E isso é ótimo.

 

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