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Encontrei uma versão mais leve de mim

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Paula Morena Guimarães conta como a improvisação ajudou-a a dizer "sim" ao que a vida oferece, a ouvir o outro e a desapegar do resultado.

 

Paula: "O mais difícil eu consegui, que era ver e sentir a mim mesma agindo de outra forma,
a partir de outro lugar, de um "outro lado" que eu desconhecia, mais leve e mais consciente"

 

Eu sempre odiei errar. Odiei com força.

Possivelmente por conta disso, meus processos de aprendizado foram extremamente desgastantes, dolorosos e dramáticos. Desde andar de bicicleta sem rodinha até defender o mestrado. "NUNCA vou conseguir isso", eu dizia, tornando qualquer desafio ainda mais difícil de ser superado. E, no fim, saía tão exausta da batalha comigo mesma que nem conseguia valorizar a conquista. Apenas exaltava a grande dificuldade que havia sido e reforçava um padrão mental.

Em 2016, esse comportamento chegou no seu ápice. Eu precisava começar algo novo, mas meu medo de errar, de me expôr e de não ser perfeita nisso me paralisaram como o veneno de uma Naja. Eu não conseguia me mover, e sabia que isso não estava certo.

Foi quando eu comecei a minha busca pelo imperfeito. E daí, passando por livros, TEDs (Brené Brown, pesquisem!), conversas, relatos, conheci o  Brincar de Crescer

 

E posso dizer que foi incrível.

 

A cada exercício, eu tinha a chance de ver o erro como parte do processo, mas sem me ater a ele como "O Grande Problema", mas aceitando-o como algo normal. E deixando ir, sem ficar me punindo por isso. Errei. ok, volta para o foco. Errei de novo. Ok, já foi, volta para o foco. Acertei. ok, foco.

Os exercícios trabalham muitos aspectos.

O ganho para a vida é imenso.

Durante as semanas seguintes, fui me percebendo cada vez mais. Pessoas de fora comentaram minhas mudanças.

Teve até quem passou a se relacionar de forma diferente comigo.

Às vezes me flagro fazendo algo diferente no dia-a-dia, mesmo que pequeno. Mas, às vezes, noto mudanças maiores.

Dias atrás, numa sexta-feira, aconteceu um acidente em um equipamento (bem caro inclusive) pelo qual sou responsável no trabalho. As consequências disso ecoaram para vários lados, de formas diferentes. Uma parte do que aconteceu foi minha responsabilidade. Da outra parte, tenho consciência que não foi minha responsabilidade. Se isso tivesse acontecido há alguns meses, eu teria me martirizado até a morte, me rebaixado e não me permitiria nem curtir o final de semana.

Mas não foi o que aconteceu, para minha surpresa. Não me puni, não implorei mil desculpas, não morri de preocupação, não deixei de rir, de me divertir e nem de dormir por nada. Pelo contrário, tive um feriado de mestre! E me orgulho disso.

Claro, não posso negar que fiquei chateada na semana seguinte. Mas foi temporário. E diferente. Durou um dia. Um dia silencioso, de reflexão. Mas não de vitimização. Não entrei na lamúria de reclamação dos outros pelo ocorrido, por mais que eles insistissem em formar esse vínculo comigo.

Permaneci no "aconteceu, paciência, pode ser feito isso ou aquilo e ponto". E, conforme as situações vão acontecendo, eu vejo que fico menos tempo no sofrimento ou na raiva dos outros. Porque "eles" realmente, não vão resolver o problema.

O caminho pela frente é longo, mas hoje tenho as ferramentas que o Brincar de Crescer me trouxe. E o melhor: sei que é possível porque me vi atuando dessa forma na minha própria vida. Achei minha melhor versão de mim mesma nisso tudo.

Sei que é um exercício permanente: dizer "sim" ao que a vida oferece; ouvir o outro; desapegar do resultado; enxergar possibilidades fora do conhecido (que podem levar a lugares até melhores do que eu havia imaginado). Ninguém disse que crescer seria fácil. Mas, se tudo é uma questão de escolha, por que não começar brincando?

Mas eu acho que o mais difícil eu consegui, que era ver e sentir a mim mesma agindo de outra forma, a partir de outro lugar, de um "outro lado" que eu desconhecia, mais leve e mais consciente. E isso é importante para mim porque só quando vivo algo é que aquilo me marca de verdade. E possibilita acessar isso mais vezes.

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