Rodrigo Vergara

Minha primeira aula de improvisação, em 2012, foi um daqueles momentos marcantes da vida. Me senti estranhamente vivo, conectado com uma verdade profunda (e esquecida) a meu respeito. Lembrei quem eu era de verdade. Na época, eu me apresentava como consultor em branding, depois de viver por 15 anos como jornalista e três anos como executivo. Mas essa trajetória, que então eu via como sendo de sucesso, não estava me ajudando a enfrentar a crise existencial que eu vivia. Aos 42 anos, não me reconhecia em meus projetos, motivados mais por um sentido de obrigação ou pela vontade de parecer alguém. Eu estava desconectado de mim mesmo. Mas levou alguns meses para eu atender ao chamado da improvisação. Só em 2013 foi que eu decidi tirar um período sabático, com o propósito de me deixar guiar pela vontade do coração. Lembrei então daquela primeira aula de improvisação e, seguindo a vontade, fiz dezenas de cursos, inclusive fora do Brasil, numa espécie de pós-graduação intensiva para explorar a riqueza desse novo universo. Desde o início, senti que a improvisação disparava e alimentava um processo de transformação pessoal muito poderoso. Desde o início sonhei poder difundir a experiência que tive. De volta ao Brasil, dei corda a esse sonho e me coloquei a serviço do chamado para ajudar a transformar a realidade que me cercava. Três anos depois, posso dizer que aprendi a criar e sustentar esse campo de transformação que desde o início me encantou. Testemunhei muita mágica ao longo desse caminho. Sinto que o aprendizado nunca vai parar. Há muito que descobrir, aprofundar, assim como conectar esse campo de conhecimento com outros tantos saberes. Espero poder compartilhar com o mundo as bênçãos desse caminho.

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